domingo, 31 de julho de 2011

sábado, 30 de julho de 2011

**Mas esse talvez seja...


"Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente."



Ana Jácomo

terça-feira, 26 de julho de 2011

**É triste amar tanto...

  
É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado. É triste saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar. É triste lembrar como eu ria com ele. Mas amor, você sabe, amor não se pede. Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele sabe, ele sabe.''



Tati B.

sábado, 23 de julho de 2011

**Ontem eu olhei...

 
Ontem eu olhei várias vezes para o céu. E a noite estava tão turva, tão densa, tão confusa.
Acho que me perdi nos pensamentos dela. E nos meus.
Naquela pesada névoa de um inverno congelante, congelado.
Tudo parecia estático ontem. Os sorrisos plastificados nos rostos, as mãos frias que me ousaram tocar a face. Outra pessoa veio aqui me consolar. E eu não gosto de consolos. Consolos fazem minha ferida ficar mais exposta, como se eu não a pudesse controlar. Sanar. Sarar.
Por mais que seja dolorido, por mais que não faça nenhum sentido, eu realmente te queria aqui.
É estranho, é louco e é manso. É uma vontade serena. Uma paz turbulenta que me invade o ser. A alma transborda pelas beiradas do corpo e eu inteira sou silêncio. Sempre fui.



Bernadete

sexta-feira, 22 de julho de 2011

**Qual o elogio...

 
"Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos: mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais.
Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de como ela tem classe: ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade, seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor.
Nunca teve um chilique.
Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
 [...]
Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje.
Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas."

 
Martha Medeiros

quinta-feira, 21 de julho de 2011

**Desejo que o seu melhor...

  
Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.
 
 
 
 Ana Jácomo

quarta-feira, 20 de julho de 2011

**Abençoados os que possuem amigos...


"Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente
!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende
!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar
!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o
chão
!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Machado de Assis


**Feliz dia do amigo a todos os meus magníficos amigos!!**

quarta-feira, 13 de julho de 2011

**Só há uma forma de se estar perto...

 
"Só há uma forma de se estar perto
quando se está muito longe:
se fecha os olhos, bem forte,
e pensa e deseja muito, muito, muito
estar juntinho de quem ama.
Porque no amor tem dessas coisas
…a gente só não pode abrir os olhos
A gente só não pode deixar de acreditar."

 
Cáh Morandi

segunda-feira, 11 de julho de 2011

**Ninguém pode construir...


"Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar para atravessar o rio da vida, ninguém, exceto tú, só tú. Existem, por certo, atalhos sem números, pontes e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tú podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o."
 
 
Nietzsche
 

**Por trás da palma da mão...


"Por trás da palma da mão contra o peito, por trás do pano da camisa entre massas de carne entremeadas de músculos, nervos, gorduras, veias, ossos, o coração batia disparado. Você vai me abandonar – repetiu sem som, a boca movendo-se muito perto do fone – e eu nada posso fazer para impedir. Você é meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o daqui de dentro e o lá de fora. Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva. Você rasga devagar seu pulso com as unhas para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida em silêncio no prato."
 
 
 
Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 7 de julho de 2011

**Ainda te amo



"Já faz tempo
Que esse meu coração
Tá batendo sem jeito,sem graça
E até meu violão
Não mais toca a canção
Aquela que a gente gostava
Esqueceram de nós
Não me perguntam mais como vai você
E das marcas, o que mais faz doer
É saber que eu tenho que te esquecer

É que eu ainda te amo
Te quero demais
Não posso te ver longe assim
Fugindo de mim
Há coisas que não dá pra apagar

Ainda te amo
Como antigamente

E sei que em seu coração
Nosso amor não acabou completamente".


Ainda te amo, Calcinha Preta. 

terça-feira, 5 de julho de 2011

**O amor sobrevive no mistério...

 
      "O amor sobrevive no mistério, no desvelamento cotidiano que nunca chega à plenitude, porque tudo o que já está pleno, já está pronto. O amor só é amor porque é inacabado, é metade que chama, implora e pede clemência. Amar é uma interessante e bonita forma de carecer, de ser fraco, de entregar os pontos, de viver sem armas, como se por um instante, só por um instante, a luta que marca a nossa sobrevivência tivesse entrado em estado de trégua.
       O encanto que sobrevive no amor só pode durar enquanto se estenderem os segredos que sacralizam a relação. E por isso é necessário retirar as sandálias dos pés, pisar com leveza, olhar com cuidado. O amor é amigo do silêncio. Sobrevive no querer dizer, na tentativa frustrada de verbalizar o que é a crença da alma, o sustento do espírito.

      A saudade é benéfica ao amor. Distantes, os amantes mensuram o tamanho do bem-querer. Medida que se descobre nos desconcertos da ausência, no engasgo constante da recordação, recurso que faz voltar no tempo, engana as horas, aproxima as peles, diminui as estradas, ancora os navios, pousa os aviões, faz chegar os ausentes."

 
 
Fábio de Melo

**Por fora...


"Por fora, já desistiu. Por dentro, sempre descobre alguma desculpa para recomeçar".


Fabrício Carpinejar

segunda-feira, 4 de julho de 2011

**Quem sou eu...


Quem sou eu para falar de amor
Se o amor me consumiu até a espinha
Dos meus beijos que falar
Dos desejos de queimar
E dos beijos que apagaram os desejos que eu tinha
Quem sou eu para falar de amor
Se de tanto me entregar nunca fui minha
O amor jamais foi meu
O amor me conheceu
Se esfregou na minha vida
E me deixou assim


Tango de Nancy, Chico Buarque.

**Quando eu te encontrar


Eu já sei o que meus olhos vão querer
Quando eu te encontrar
Impedidos de te ver
Vão querer chorar

Um riso incontido
Perdido em algum lugar
Felicidade que transborda
Parece não querer parar
Não quer parar; Não vai parar
 


Eu já sei o que meus lábios vão querer
Quando eu te encontrar
Molhados de prazer
Vão querer beijar

E o que na vida não se cansa
De se apresentar
Por ser lugar comum
Deixamos de extravazar, de demonstrar


Nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda
A beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar, beijar, te abraçar, é isso que quero fazer
É isso que quero dizer





Eu já sei o que meus braços vão querer
Quando eu te encontrar

Na forma de um "C"
Vão te abraçar
Um abraço apertado
Pra você não escapar
Se você foge me faz crer
Que o mundo pode acabar, vai acabar












Quando eu te encontrar, Biquini  Cavadão.