segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

**Não vou me adaptar...

 [...]
Eu não caibo mais
Nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais
A casa de alegria
Os anos se passaram
Enquanto eu dormia
E quem eu queria bem
Me esquecia...
Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...
[...]
Não vou me adaptar, Titãs.

**Ele disse...


"Ele disse: não chore que chorar enfraquece...
Eu disse: mas às vezes é como a chuva que se precisa quando tem estiagem demais e tudo fica muito seco."
Clarice Lispector

domingo, 30 de janeiro de 2011

**Morena raiz

 [...]
Tão longe, quanto estou
Tão longe, distante da estrada
Distante, em algum instante
Quando eu lembro
Você sorrindo,
Não há mais nada
Nada mais lindo
Que contemplar
A beleza límpida
Sem mentira
A beleza simples
A luz cristalina do teu olhar

Tão longe, mesmo quando estou
Tão longe, lembra é um conforto
Pensar em voltar, parar em teu porto
Te abraçar
Ficar bem juntinho
Coração com coração
Batendo apertadinho
Beijando o teu beiço carnudo
e dançando agarradinho 
[...]

Morena Raiz, Tribo de Jah.

**Existe apenas um pecado...


"Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa, o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça."

Khaled Hosseini, in O caçador de Pipas.

sábado, 29 de janeiro de 2011

**O que revela nossa força...

 
'O que revela a nossa força não é sermos imbatíveis, 
incansáveis, invulneráveis. 
É a coragem de avançar, ainda que com medo. 
É a vontade de viver, mesmo que já tenhamos 
morrido um pouco ou muito, aqui e ali, pelo caminho. 
É a intenção de não desistirmos de nós mesmos
por maior que às vezes seja a tentação. 
São os gestos de gentileza e ternura 
que somente os fortes conseguem ter.'

Ana Jácomo

**A Mestiça


Uma mestiça no requebrado
Fazia o homem desassisar
Lá na baiuca, no seu bailado
Fazia o homem se embriagar
E cativava os forasteiros
Deixavam os negros na escravidão,
No desamparo, do desarrimo,
Deixavam-os sempre sem um tostão
Que mistério é esse negra
Que faz se embriagar, os nobres
E os pobres peões lá da redondeza
Depois torturá-los, matando-os de tesão e desejo
E abandoná-los sem revelar seu segredo


Lá vem negra cheia de ouro
Seu caminhado faz provocar
E as comadres prendem os maridos
Temem a mestiça que vai passar
Na meia noite cadê os homens
Suas mulheres a perguntar
Estão na bodega tomando vinho
Vendo a mestiça se requebrar


Que mistério é essa negra
Que tira os homens das damas
Que a desejam bela na lama, que a sua na cama



E a cidade apavorada, suas mulheres a condenar
A tal mulata, numa passeata, pedindo a forca ou sua prisão
Mas o emissário foi seduzido deixou a negra em libertação
E as esposas tão ardejantes já não sabiam porque razão

Que mistério é essa negra
Que tem a guada dos homens, que doma os soldados
Que tornam-se seus gradiães..


A namorada dos homens da cidade
Alimentava ódio na região
E as madames aborrecidas
Resolveram dar fim a situaçao
Tocaram fogo no seu barraco
Amanheceu só cinzas sobre o chão
Diante das cinzas choravam os homens
Por terem perdido a sua paixão

  

Que mistério é essa negra
Que fez o homem chorar
Pois homem não chora
Pois ela me fez lagrimar

Lá na cidade ainda choravam
Sobre as ruínas do barracão
O homem nobre, o homem pobre
Todos unidos numa oração
Mas de repente lá surge a negra
Sobre a garupa de outro vilão
Passou um sorriso tão devassado
E acenou pros débeis machões

 

Que mistério é esse negra
Que faz se embriagar, os nobres
E os pobres peões lá da redondeza
Depois torturá-los, matando-os de tesão e desejo
E abandoná-los sem revelar seu segredo .

A mestiça, Chico Queiroga.

**Linda canção do compositor sergipano!!!**

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

**Timidez


"Eu carrego comigo a grande agonia
De pensar em você, toda hora do dia".

Timidez, Biquini Cavadão.

**Planos nem sempre dão certo...


"Planos nem sempre dão certo e a gente tem que ousar e desafiar a razão: eu vivo pra sentir."

Fernanda Mello

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

**Nos seus olhos


Olhe nos meus olhos
E diga o que você
Vê quando eles vêem
Que você me vê
Olho nos seus olhos
E o que eu posso ler
Que eles ficam melhores
Quando eles me lêem
[...]
Olho nos seus olhos
E sinto que você
Faz eles brilharem
Como astro rei
Olhe nos meus olhos
E o que você vai ver
Seu rosto iluminado
A lua de um além
Eu leio as suas asas
Borboletas
Meu Deus que linda imagem
Me atormenta
Sou seu mas eu não posso ser
Sou sua mas ninguém pode saber
Amor, eu te proíbo
De não me querer!

Nos seus olhos, Nando Reis.

**Ela quer atitudes...


 

 

“Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros.”

   Tati B. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

**Tão seu


A minha casa sem você é triste
A espera arde sem me aquecer...

Tão seu, Skank

**Eu me sinto às vezes tão frágil...


"Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga. Algumas paranóias, mas nada de grave. O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada. Estou todo sensível, as coisas me comovem..."

                                                            Caio Fernando Abreu

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

**Pra lembrar de nós

O meu coração tá deserto
Sem você por perto
Eu fico assim
Se em cada porto
Eu te espero
Esperança doce
Que mora em mim
Quisera te dizer
O quanto eu sofri
Todo esse tempo
Vou buscar o meu amor
Eu vou correndo
Se eu puder tocar o céu
Alcançar o fim do mar
Gaivota me levar
Entre as nuvens e o sol
Ver nascer um dia bom
Feito pra lembrar de nós
Oceano a separar
Vidas que ficaram tão sós
 
Eu só quero andar
Do teu lado
Dia claro, riso, solto no ar
E ser mais que o teu namorado
Vida que vai longe
A nos levar
No som dessa canção
Você vai escutar
O meu lamento
Onde está o meu amor
Nesse silêncio?

Pra lembrar de nós, Flávio Venturini.

**E desde então...

 E desde então, sou porque tu és
E desde então és
Sou e somos...
E por amor
Serei... Serás... 
Seremos...
 
Pablo Neruda

**Tédio

Sabe esses dias
Em que horas dizem nada?
E você nem troca o pijama
Preferia estar na cama
Um dia, a monotonia
Tomou conta de mim
É o tédio,
Cortando os meus programas
Esperando o meu fim...
Sentado no meu quarto
O tempo voa
Lá fora a vida passa
E eu aqui à tôa
Eu já tentei de tudo
Mas não tenho remédio
Prá livrar-me desse tédio...
Tédio, Biquini Cavadão

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

**As estrelas...


 
"As estrelas são todas iluminadas.
Acho que é pra que cada um possa, um dia, encontrar a sua."

Antoine de Saint-Exupery

**Liberdade na vida...


 "Liberdade na vida é ter um amor para se prender".

Fabrício Carpinejar

**Na imensidão do sofrimento...

"Na imensidão do sofrimento e na batida aflita do meu coração me desoriento.
Eu precisei de muita coragem pra enfrentar a montanha à minha frente.
Fez chuva , fez sol e eu precisei continuar.
Perdi a conta de quantas vezes precisei daquela mão, daquele colo e daquele abraço.
  Perdi a conta do quanto minha alma doeu por causa das inumeras feridas existentes nela.
E quando eu tropecei, foi Deus quem segurou minha mão e me levantou.
Por isso eu não vou desistir.
 Porque eu ainda sonho em ver o outro lado da montanha.
Então eu vou olhar pra cima e pedir pro sol me iluminar, vou me agarrar nos meus sonhos, pegar as verdades, sentir o amor, admirar, contemplar e abraçar a esperança porque ela faz qualquer pessoa acreditar sempre, sempre continuar seguindo".

Bernadete in Fragmentos Nostálgicos.

domingo, 23 de janeiro de 2011

**Tristeza é...

Tristeza é quando chove,
quando está calor demais,
quando o corpo dóie os olhos pesam.

Tristeza é quando se dorme pouco ,
quando a voz sai fraca ,
quando as palavras cessam e o corpo desobedece.

Tristeza é quando não se acha graça ,
quando não se sente fome ,
quando qualquer bobagem nos faz chorar.

Tristeza é quando parece que não vai acabar.
Martha Medeiros

**Vou contar o que ela vê nele...


Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.

Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda.

Martha Medeiros

sábado, 22 de janeiro de 2011

**Eu quero esse amor...

"Jogue a vida, arrisque tudo e curta esse amor
Se livre dessa cara amarrada e saia como entrou
Um cochicho apimentado quero lhe falar
Eu não sei se apago a luz ou deixo como está!
Procure
Na sombra da flor de espinho
No peixe de um mar sozinho
Desnude esse amor..."

*****
Se quer me levar amor
Me leve pro horizonte
Do caminho bem distante
Aonde exista só nós dois
Estou feliz !
Com o coração palpitando
Você me tem
Sempre em todos os seus planos
Penso contente em você
Quando preciso te ver
Vou à rua, fico na lua
À procura do teu sinal
Se me chamar eu vou
Ao som que furta cor
Que furta coração
Que leva emoção, eu vou, eu vou
Se teu beijo cair lá do céu
Que caia por cima de mim
E todo lampejo de mel
Que caia por cima de mim, amor..."


Eu quero esse amor/Se me chamar, eu vou! - Chiclete com Banana.

**Pré-caju 2011!!!**

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

**Serei feliz...


Serei feliz quando eu abrir a porta...
E encontrar os meus problemas arrumando a mala

Se não agora, quando? - Leoni

**De uns tempos pra cá...

De uns tempos pra cá algo mudou.
Sou quase a mesma de sempre, mas não sou mais 'boazinha'.
Não aceito mais ser amiga de gente mal-resolvida e que me ferra pelas costas.
Minha prioridade agora é só uma: "EU".
Podem me chamar de egoísta, eu aceito.
Mas chega uma hora na vida que a gente tem que parar
de ser boa com os outros e ser boa com a gente.

Fernanda Mello

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

**O vento

              
Como pode alguém sonhar o que é impossível saber?
  
O vento, Los hermanos.
                

**Eu preciso muito, muito de você...


"Eu preciso muito, muito de você eu quero muito, muito você aqui de vez em quando... nem que seja muito de vez em quando... você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor... você não precisa trazer nada só você mesmo, você nem precisa dizer alguma coisa no telefone, basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro.Mas eu preciso muito, muito de você".
Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

**Que as dificuldades...

 


"Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada, não me roubem a capacidade de encanto".

Ana Jácomo

**Porque já não temos mais idade...

 "Porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloquentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."

   Caio Fernando Abreu

domingo, 16 de janeiro de 2011

**A pipoca

     
            "A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.[...] Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.
              Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
           
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante [...]".

A pipoca, Rubem Alves.


 ***Em homenagem à amiga Poli, que sempre tentou me mostrar como eu poderia ser uma pipoquinha. À vc amiga...que é um estouro!Bjs, TE AMO s2***

**A voz do silêncio


"Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.
[...]
É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.
O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.
E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem".

 A voz do silêncio, Martha Medeiros

sábado, 15 de janeiro de 2011

**Eu gostaria de ir embora...

"Eu gostaria de ir embora para uma cidade qualquer, bem longe daqui, onde ninguém me conhecesse, onde não me tratassem com consideração apenas por eu ser “o filho de fulano” ou “o neto de beltrano”. Onde eu pudesse experimentar por mim mesmo as minhas asas para descobrir, enfim, se elas são realmente fortes como imagino. E se não forem, mesmo que quebrassem ao primeiro vôo, mesmo que após um certo tempo eu voltasse derrotado, ferido, humilhado - mesmo assim restaria o consolo de ter descoberto que valho o que sou."

Caio Fernando Abreu

**O melhor do abraço...


“O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.”

Ana Jácomo

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

**O Rio de Janeiro continua lindo?

 "Eu ando triste, tão desapontado
Com o coração pequeno, amargurado
O que fizeram com minha cidade?
O que fizeram com essa paisagem?
Meu Deus, me diz porque tanta loucura,
Tanta desgraça e tanta violência ?
Rio de Janeiro à Dezembro, Deus te abençoe..."
(Rio de janeiro a Dezembro, Banda Catedral)
*****
"Buscando um novo rumo
Que faça sentido
Nesse mundo louco
Com o coração partido eu...
tomo cuidado
Pra que os desequilibrados
Não abalem minha fé
Pra eu enfrentar
Com otimismo essa loucura...

Resgate suas forças
E se sinta bem
Rompendo a sombra
Da própria loucura
Cuide de quem
Corre do seu lado
E quem te quer bem
Essa é a coisa mais pura...
[...]
Que importa é se sentir bem
Que importa é fazer o bem
Eu quero ver meu povo todo
Evoluir também
[...]
Viver, viver e ser livre
Saber dar valor
Para as coisas mais simples
Só o amor constrói
Pontes Indestrutíveis..."
 
(Pontes indestrutíveis, Charlie Brown Jr.)

*** Dedicado às vítimas da enchente do Rio de Janeiro 2011***

**Inconfesso desejo...


"Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo"

Carlos Drummond Andrade

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

**Desejo a vocês...


"Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu."

Carlos Drummond Andrade

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

**Tomara que a gente não desista...


"Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz [...].

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

**Vejo enfim a luz brilhar...


Tantos dias olhando das janelas
Tantos anos presa sem saber
Tanto tempo nunca percebendo
Como tentei não ver?
Mas aqui, a luz das estrelas
Bem aqui, vejo o meu lugar
Sim, aqui consigo sentir
Estou onde devo estar
Vejo enfim a luz brilhar
Ja passou o nevoeiro
Vejo enfim a luz brilhar
Para o alto me conduz
E ela pode transformar
de uma vez o mundo inteiro
Tudo é novo pois agora eu vejo
É você a luz

Tantos dias, sonhando acordado
Tantos anos, vivendo a vida em vão
Tanto tempo nunca enxergando
as coisas do jeito que são
Ela, aqui,à luz das estrelas
Com ela aqui, vejo quem eu sou
Ela que me faz sentir que eu sei pra onde vou

Vejo enfim a luz brilhar
Ja passou o nevoeiro
Vejo enfim a luz brilhar
Para o alto me conduz
E ela pode transformar
de uma vez o mundo inteiro
Tudo é novo pois agora eu vejo
É você a luz
É você a luz

Vejo enfim a luz brilhar, in Os enrolados, Walt Disney

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

**Eu entro nesse barco...


"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar."

         Caio Fernando Abreu

domingo, 9 de janeiro de 2011

**O mundo anda tão complicado...



"Gosto de ver você dormir
Que nem criança com a boca aberta
O telefone chega sexta-feira
Aperto o passo por causa da garoa
Me empresta um par de meias
A gente chega na sessão das dez
Hoje eu acordo ao meio-dia
Amanhã é a sua vez
Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver
O mundo anda tão complicado
Que hoje eu quero fazer tudo por você.

[...]
Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
Agora que temos nossa casa
é a chave que sempre esqueço
Vamos chamar nossos amigos
A gente faz uma feijoada
Esquece um pouco do trabalho
E fica de bate-papo
Temos a semana inteira pela frente
Você me conta como foi seu dia
E a gente diz um pro outro:
- Estou com sono, vamos dormir!
[...]
Quero ouvir uma canção de amor
Que fale da minha situação
De quem deixou a segurança de seu mundo
Por amor"

     O mundo anda tão complicado, Legião Urbana

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

**Quando você for se embora...

"Quando você for se embora, moça branca como a neve, me leve. Se acaso você não possa me carregar pela mão, menina branca de neve, me leve no coração. Se no coração não possa por acaso me levar, moça de sonho e de neve, me leve no seu lembrar. E se aí também não possa por tanta coisa que leve já viva em seu pensamento, menina branca de neve, me leve no esquecimento."

                                                              Ferreira Gullar

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

**Não tenho culpa...


"Não tenho culpa se meus dias tem sido completamente coloridos e os outros cismam em querer borrar as cores.Não tenho culpa se meu sorriso é de verdade e acontece por motivos bobos, mas bem especiais. Não tenho culpa se meus passos são firmes. Não sou perfeita...Eu tropeço e caio de vez em quando , aliás, eu caio muito. E no meu mundo mais lindo e completo não consigo entender a existência de algumas pessoas. Mas o mundo aqui não é dos mais justos mesmo... Compreendo. Mas mesmo assim, eu tenho bastante lápis de cor, e empresto pra quem quiser colorir um pouco a vida."

                                                          Autor desconhecido

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

**Um dia virá...

 
"Um dia virá em que todo meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim, provarei a mim mesma que nada há a temer, que tudo o que eu for será sempre onde haja uma mulher com o meu princípio, erguerei dentro de mim o que sou um dia. Eu serei forte como a alma de um animal e quando eu falar serão palavras não pensadas e lentas, não levemente sentidas, não cheias de vontade de humanidade, não o passado corroendo o futuro!."
                                                                 Clarice Lispector

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

**Não sei se a vida é curta...


"Não sei... se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem longa nem curta demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura... enquanto durar."
                                                               Cora Coralina

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

**Minha vida não daria um romance...


"Minha vida não daria um romance. Ela é muito pequena. Mas é meio sem sentido ficar pensando em jeitos de escrever se ninguém nunca vai ler. Talvez eles me impeçam até mesmo de contar o que se passou. Mas há dias está tudo escuro e a luz da vela em cima da minha mesa não vai acordar ninguém. Bem, acho que todas as narrativas desse tipo começam com um nasci no dia tal em tal lugar, coisa profundamente idiota, porque se o sujeito está escrevendo é mais do que evidente que nasceu. Pois eu também nasci, determinado dia, determinado lugar. O quando eu não lembro, mas onde foi aqui mesmo. Nunca saí daqui. Nem vou sair mais, eu sei. A cada dia tudo se tona um pouco mais difícil. Por isso é quase impossível que isto aqui se torne uma história interessante[...]Mas vai sair tudo parecido comigo: desinteressante, miúdo, turvo." 

                                                              Caio Fernando Abreu